DNA Art Car: Revolucionando a Cena Eletrônica em Santa Catarina


Por Oneide Schneider | Edição Janeiro 2026 – Cultura & Movimento •

O projeto DNA Art Car, idealizado por Vintage Culture, realizou mais uma investida sobre o sul do país e colocou Santa Catarina no mapa global das experiências imersivas ligadas à música eletrônica. A edição aconteceu no dia 17 de janeiro de 2026, na Arena Open, em Camboriú, reforçando o estado como território fértil para iniciativas que mesclam tecnologia, arte e raízes underground.

Entre Burning Man e Litoral Catarinense

O DNA Art Car trouxe ao Brasil a cultura dos art cars, veículos transformados em esculturas móveis que há anos marcam presença no Burning Man e em festivais experimentais mundo afora. A proposta chegou ao Brasil em 2025 com edições em Camboriú, Campinas e Porto Alegre, formando uma comunidade que acompanha cada encontro como um tipo de peregrinação cultural.

Em Santa Catarina, a ideia encontra terreno histórico: desde os anos 1990, o estado abriga festas de psytrance em praias isoladas, clubes que se tornaram referência internacional e uma audiência que valoriza estética, som e experiência como um só organismo. São elementos que sustentam o impacto cultural do DNA.

Filosofia e Manutenção do Espírito Underground

O projeto trabalha sobre três eixos conceituais, Distopia, Natureza e Arte. Se posicionando contra o excesso de mediação digital. O manifestoanalógico antes do digital” incentiva presença real, conexões imediatas e menor dependência de celulares. Não há dress code, não há hierarquias rígidas.

Essa postura resgata valores que marcaram as origens da cultura rave: horizontalidade, coletividade e a recusa do espetáculo como produto. No DNA, esses códigos são atualizados através de instalações artísticas, curadoria visual e ações que aproximam cena, território e comunidade.

Máquinas, Esculturas e Ambientes de Transe

O coração da experiência é o DNA Art Car, veículo-escultura equipado com sound system, LED responsivo e projeções que contraponteiam estética industrial e elementos orgânicos. A edição catarinense ainda prevê estruturas complementares que ampliam o ambiente imersivo:

FCKR 100 - avião convertido em pista elevada, com intervenções visuais e iluminação sincronizada.
Favela Art Car - instalação construída com sucata, neon e grafite, evocando resistência cultural brasileira.
Aldeia Zen - espaço circular de descanso e meditação, com lanternas solares, esculturas e fontes de água.

A cenografia incluiu ainda live painting do artista Sanches e mapeamento 3D aplicado à arquitetura da Arena Open, criando camadas sensoriais além da música.

Linha do Tempo e Projeção

O DNA estreou oficialmente em 2 de março de 2025, durante o Carnaval de Camboriú, e desde então circula com datas no Sudeste e Sul. Em 2026, o retorno a Santa Catarina reforça a posição do estado como polo eletrônico do país, ao lado de clubes históricos e coletivos independentes que sustentam a cena o ano inteiro.

No evento de 17 de janeiro, os acessos  forão divididos entre Pachamama (imersão no chão) e Wings (visão elevada), proporcionando diferentes perspectivas da experiência. 

Impacto Cultural

O DNA não trouxe apenas uma produção de grande porte, consolidou a cultura dos art cars sem amputar seus significados originais. A circulação pelo Brasil cria uma comunidade em torno do formato e recupera a ideia de que festas são rituais culturais, não produtos descartáveis.

Em Santa Catarina, esse impacto encontra ressonância em uma cena que foi moldada tanto por clubes premiados quanto por festas clandestinas e paisagens naturais. A eletrônica catarinense nasceu assim: coletiva, híbrida, artesanal. O DNA apenas escreve um novo capítulo com ferramentas de 2026.

Mais informações em @dna_artcar e no site oficial.

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